Crítica: Lady Gaga abala espírito "blasé" parisiense e incorpora fetiche
"Fulano, fulano, ela chegou, ela esta aqui!", gritava uma assessora
exasperada para outro assessor que ja tinha se postado no meio da rua.
Não era Lady Gaga mas madame Suzy Menkes, uma das poderosas editoras de
moda com renome mundial, do International Herald Tribune. Não fosse o
estardalhaço da relações públicas, a senhora Menkes teria passado pela
entrada discretamente, como geralmente o faz. Meia hora antes, outro
alarme falso: muitos seguranças, um empurra-empurra, um grito na
multidão: "I love you...Anna!", soltou um jovem fashionista de lápis
preto no olho e câmera do celular na mão. Fotografou a cabeleira chanel
tipo peruca de Anna Wintour e a editora da Vogue América passou, sem
deixar nem cheiro de Lady Gaga no ar.
O tempo, aliás, não estava para "groupies" ( da moda ou da música) de
plantão: haja amor pelas silhuetas fetichistas de Thierry Mugler e pelo
exibicionismo profissional de Lady Gaga para aguentar vento gelado às
nove da noite de uma quarta-feira. Ou será que ninguém tinha companhia
para tomar um bordeaux em casa?
Fotus >>
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