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8 de ago de 2010

Stallone diz que personagens de "Crepúsculo" não são "homens de verdade"

07/08/2010 - 22:47
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FERNANDO MEXÍA
DA EFE, EM LOS ANGELES

Sylvester Stallone voltou à carga com toda sua artilharia em "Os Mercenários", um filme com o qual o herói de ação clássico reaparece em uma Hollywood tomada por super-heróis.
Os cartazes de Iron Man, Batman e Homem-Aranha tomaram o lugar de Rocky e Rambo, personagens imortalizados pelo veterano ator e diretor, de 64 anos, disposto a enfrentar ainda muitas guerras, embora pareça que a batalha de popularidade com os personagens de história em quadrinhos esteja perdida.
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"Tudo isto é um ciclo. Acho que as pessoas se cansarão de ver só super-heróis. Todos já chegaram ao cinema", disse Stallone entre brincadeiras em entrevista à agência Efe.
"Não vou menosprezar 'Crepúsculo', mas estamos nos esquecendo da audiência masculina. Até as mulheres se perguntam onde estão os homens de verdade", comentou Stallone, protagonista das sagas de Rocky e Rambo e de "Condenação Brutal" (1989), "O Demolidor" (1993) e "O Juiz" (1995).

Chris Pizzello/AP
Sylvester Stallone (à esq.), Bruce Willis e Mickey Rourke (à dir.) no lançamento de "Os Mercenários" em Los Angeles
Sylvester Stallone (esq.), Bruce Willis e Mickey Rourke (dir.) no lançamento de "Os Mercenários" em Los Angeles
"Uma pessoa não pode se sentir identificada emocionalmente com um super-herói. São bons filmes para iludir, e não são fáceis de fazer, mas os protagonistas vivem em outro mundo. Não passam pelas coisas cotidianas que te fazem humano", afirmou.
Stallone acredita que "Os Mercenários" vai contribuir para preencher esse vazio de histórias de heróis de carne e osso, desses que acostumam enfrentar a morte de frente e, apesar das dificuldades, terminam por abrir caminho com a força de seus bíceps e um pouco de munição.
Desta vez, Stallone, diretor e roteirista do filme, encarna um mercenário experiente em meio a uma missão em um país sul-americano controlado por um ditador e narcotraficantes.
Um projeto para o qual o ator conseguiu reunir a maior coleção de "durões" da história do cinema, como Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren e Mickey Rourke, um elenco possível graças ao peso de Stallone e sua longa lista de velhos amigos.
"Foi como um sonho dourado", disse Stallone a respeito das aparições estelares de Schwarzenegger e Willis.
"Arnold é governador e Bruce tem um cachê multimilionário, mas disse por que não? Vou tentar", explicou o ator, cuja ideia foi bem recebida pelas duas estrelas de Hollywood, embora tenha levado seis meses até que as agendas deles coincidissem para que pudessem rodar a cena. "Foram geniais", resumiu.
O elenco tem também a brasileira de origem mexicana Giselle Itié, o portorriquenho David Zayas e ex-lutadores como Randy Couture e Steve Austin, que lembrou que bastou meia hora de conversa com Stallone para aceitar participar de "Os Mercenários".
"É a maior oportunidade cinematográfica que tive", disse Austin ("Golpe Baixo", 2005), cujo personagem derruba o de Stallone em uma briga tão intensa que o eterno Rocky teve que ser levado ao hospital por uma lesão no pescoço.
"Os Mercenários" estreia na próxima sexta-feira, e Stallone avisa que haverá sequências caso o filme seja sucesso de bilheteria.
"É um teste, como quando fiz 'Rambo: Programado para Matar' ou 'Rocky'. Muitas coisas precisam ser levadas em conta", disse, antes de confirmar que nunca voltará a viver John Rambo.
"Já matou tudo o que havia sobre a face da Terra", resumiu.
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