NOSSA POLITÍCA

11 de jun de 2011

Jovem mata namorada e depois tenta se matar em Vila Velha

Trágedia em família

 

João Vitor Franquinott Pereira, de 19 anos, disparou contra a namorada. Em seguida tentou se matar, dando um tiro na própria nuca.

João Vitor acertou a testa da namorada e depois tentou se matar
João Vitor, 19, acertou a testa da namorada e depois tentou se matar, em Vila Garrido

Uma tragédia em família aconteceu na madrugada deste sábado (11), no bairro Vila Garrido, em Vila Velha. A adolescente Marciana Rosa, de 17 anos, foi morta com um tiro na testa, dentro de casa. O disparo foi feito pelo próprio namorado da vítima, João Vitor Franquinott Pereira, de 19 anos. Depois o rapaz tentou se matar, dando um tiro na própria nuca. 

O fato aconteceu por volta das 3h30, na casa do rapaz que morava com a mãe e um irmão. Quando policiais militares chegaram ao local, os dois ainda estavam vivos, caídos na copa. Marciana encostada em uma parede e João Vitor caído perto dela, com a arma - um revólver calibre 38 - na mão. Consciente, ele disse aos policiais militares que havia atirado na namorada e pediu para que eles a salvassem. No revólver havia duas balas intactas e outras duas deflagradas.

Uma ambulância do Samu foi acionada. Porém, quando os socorristas chegaram, Marciana já estava morta. João Vitor foi socorrido e levado para o Hospital São Lucas, em Vitória, onde permanece internado em estado grave.

Segundo a polícia, o rapaz seria viciado em cocaína. Ele conheceu Marciana seis meses atrás. O casal estava morando junto havia um mês. Os dois discutiram porque Marciana não queria que o marido continuasse se relacionando com bandidos. A adolescente era de Colatina.

A mãe de João Vitor, a dona de casa Sandra Franquinott, esteve na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na manhã deste sábado para prestar depoimento. Ela contou que o filho é viciado em drogas há aproximadamente um ano. As brigas entre ele e a namorada eram constantes. Sandra disse que na noite de sexta-feira, quando foi dormir, os dois, que moravam com ela, ainda não tinham chegado da rua.

Contou ainda que não ouviu nenhum tipo de discussão durante a madrugada. Ela só acordou quando escutou o barulho dos dois tiros. "Infelizmente as drogas levaram meu filho a fazer essa besteira. Ele é um menino bom, sonha em fazer parte do Exército. Há seis meses, conheceu essa menina. Eles brigavam demais. Várias vezes eu intervi na briga deles. Agora ele fez isso", contou a mãe.

 
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