NOSSA POLITÍCA

6 de out de 2011

Jovem conquista prêmio de melhor tiradora de chope do Brasil

 “Fazemos uma “flash pasteurização” para durar um pouco mais, mas sem perder a qualidade e refrescância”

Prêmio de melhor tiradora de chope do Brasil
A última segunda-feira (3) não datava 8 de março, mas o dia foi das mulheres. Em meio a 21 competidores, entre eles apenas três do sexo feminino, a bartender Vivian Aline Silva, do bar Charles Edward, em São Paulo, se destacou e levou o prêmio de melhor tiradora de chope do Brasil, do campeonato World Draught Masters, organizado pela Stella Artois.
No concurso, foram avaliados os nove passos para a extração do chope determinados pela marca: higienização do cálice, descarte do primeiro jato do chope, inclinação de 45° ao tirar o chope, fazer uma coroa na medida de dois dedos, não deixar cair respingos ao fechar a torneira da máquina, retirar a espuma com uma espátula, virar a marca da cerveja ao cliente e servi-lo com simpatia.
Vivian preencheu os requisitos melhor do que os demais competidores na noite desta segunda, no Bourbon Street, em São Paulo, e agora segue para a etapa mundial na Argentina, dia 26 de outubro, quando competidores de 28 países tentarão tirar o melhor chope do mundo. Se ela ganhar, será a embaixatriz da Stella Atrois por um ano e viajará o mundo representando a marca.
A vitória da minoria, no entanto, não foi inédita. “Eu ganhei em 2008 e fui competir na Bélgica, fiquei entre os finalistas, mas não ganhei”, lembrou a bartender, que conquistou o 3º lugar na etapa brasileira de 2009 e o 2º na do ano passado. Vivian trabalha na área há oito anos e disse que, para a mulher, é muito mais difícil ganhar espaço e reconhecimento. “Precisa de muita dedicação. Essa semana eu treinei muito, usei dez barris em quatro dias”, contou a vencedora. Antes mesmo de chegar à final, a simpatia da jovem já despertava comentários do público. E é este o segredo que ela acredita que a fez levar o prêmio. “Tem que tratar o chope como algo precioso, com carinho, como se fosse uma mulher, gostar do que faz, saber o ritual, conhecer a história da cerveja e apreciá-la”, disse. Questionada se a delicadeza feminina ajuda na competição contra os homens, Vivian disse: “faz toda a diferença”. A bartender incentivou as mulheres a entrarem no ramo.
Para a consultora do WDM Brasil, Mariana Ladeira de Azevedo, o mais difícil de avaliar foi a “execução precisa de cada passo, pois tudo foi feito muito rápido”. No entanto, ela afirmou que não basta fazer os passos com perfeição, é preciso ter carisma e simpatia. “É um quesito complementar, o que conta no desempate é o estilo”, disse. Segundo ela, a mulher, apesar de minoria, pode ganhar pontos com os jurados pela elegância, jeito feminino e delicado de manusear o cálice ao tirar o chope. “Já tivemos mulheres vencedoras por dois anos”, citou.
O popular colarinho e chamado pela Stella Artois de coroa é mais do que um simples charme ao copo, de acordo com a gerente de marketing da cervejaria belga, Ana Cláudia Reis. Segundo ela, a espuma serve para conservar o sabor balanceado. “Se tem algo importante no chope é o serviço: o copo certo, na temperatura certa e os procedimentos, para extração, adequados”, enumerou. Ao contrário dos chopes das grandes cervejarias, o da Stella não passa pela pasteurização – processo em que a bebida é aquecida e resfriada que visa matar os micro-organismos e prolongar a validade do produto. “Fazemos uma “flash pasteurização” para durar um pouco mais, mas sem perder a qualidade e refrescância”, explicou. A marca ganhou destaque no mercado na transição de 2010 para 2011, segundo Ana, e a expectativa é que se expanda ainda mais.
Fonte: contaoutra
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