NOSSA POLITÍCA

8 de out de 2011

Manifestação convocada pelo Facebook promete reunir milhares de pessoas na noite deste sábado contra agressão de gays em SP

Manifestantes fazem ato contra agressão de gays em SP

Evento está previsto para a noite deste sábado no local do espancamento.
Segundo organizadora, sensação é de impunidade e vulnerabilidade.

 Do G1 SP

Gays (Foto: Reprodução/TV Globo)
Manifestantes irão lembrar agressão a gays
(primeira e última fotos); agressor foi identificado
com ajuda de imagens (Foto: Reprodução/
TV Globo)
Uma manifestação convocada pelo Facebook promete reunir milhares de pessoas na noite deste sábado (8) contra a agressão sofrida por um casal gay na região da Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 1º. Na página do evento “Todo mundo gay no Facebook”, mais de 2.600 pessoas haviam confirmado presença.

O protesto está previsto para ocorrer às 23h30. Os organizadores convocam os participantes a levar uma vela e a permanecer por meia hora na esquina das ruas Fernando de Albuquerque e Bela Cintra, onde o analista fiscal Marcos Paulo Villa, de 32 anos, e o namorado dele, um coordenador financeiro de 30 anos que preferiu não se identificar, foram espancados. O coordenador financeiro teve a perna quebrada e está internado com traumatismo craniano.
“Sábado que vem à noite, a partir das 23h30, na mesma hora, na mesma esquina, com uma vela. Sem bagunça, sem loucura, sem fervo. Ficar meia hora e ir embora. As pessoas têm que saber que a gente não acha isso normal (...) Apenas um ato de silêncio”, diz o texto da página do evento no Facebook.

Segundo a designer Cristina Naumovs, uma das organizadoras do ato, a manifestação ocorre pela sensação de impunidade e vulnerabilidade a que não só os gays estão expostos na região da Avenida Paulista. “Você pode ser agredido, ter um traumatismo craniano e ninguém faz nada. Essa é a sensação. Você pode levar uma surra no meio da rua e ninguém faz nada, ninguém vai chamar a polícia”, afirma.

Cristina, que é frequentadora de bares, restaurantes e casas noturnas da região onde ocorreu o ataque, se diz assustada com os recentes casos de agressão a homossexuais. Ela afirma não pertencer a nenhum movimento de defesa dos homossexuais.

“A sensação é que as agressões estão cada vez mais perto da gente. Não vou deixar de andar na rua com qualquer namorada minha, não vou me acuar. Quem faz isso [agressões a homossexuais] quer que nós gays nos coloquemos nos nossos ‘devidos lugares’. Só que a gente resolveu ter vida. Não é normal o que está acontecendo.”, afirma.

Na página do evento “Todo mundo gay no Facebook”, os participantes são convidados também a trocar a foto de seus perfis, colocando a foto de alguma celebridade gay.

Nesta sexta (7), a Polícia Civil identificou os dois homens suspeitos de agredir o casal gay na Rua Fernando de Albuquerque. Eles foram localizados a partir dos nomes da lista de clientes que estavam no Sonique Bar. Em sua defesa, um dos suspeitos confirmou ter brigado com os homossexuais, mas negou que o confronto tenha sido motivado por homofobia.
O jovem, que não teve seu nome divulgado e aparenta ter mais de 20 anos de idade, não quis falar com a reportagem do G1 ao deixar a delegacia. Ele estava acompanhado de seu pai e de um advogado e agora irá responder ao crime em liberdade. A polícia também não deverá pedir a prisão do outro suspeito, que poderá se apresentar na próxima semana para dar sua versão do que teria ocorrido.
 Fonte:G1
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