NOSSA POLITÍCA

26 de jan de 2012

Equipes procuram 22 pessoas sob escombros de prédios no Rio

Na sexta-feira, os bombeiros continuarão os trabalhos de busca. Foto: Futura Press
Na sexta-feira, os bombeiros continuarão os trabalhos de busca
Foto: Futura Press

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), afirmou no início da noite desta quinta-feira que as equipes procuram pelo menos 22 pessoas sob os escombros de três prédios que desabaram na noite de quarta-feira, no centro da cidade. Segundo dados oficiais da prefeitura, quatro corpos foram retirados do local - mais cedo, a Defesa Civil do município chegou a informar que o número de cadáveres localizados era de cinco.


Segundo Paes, as famílias de 20 pessoas ligadas aos edifícios relataram desaparecimentos. Outras duas teriam "se evadido". Como não foram localizadas, as equipes trabalham com a hipótese de todas elas estarem embaixo dos escombros.
Em entrevista coletiva sobre a tragédia, Paes afirmou que o acesso à avenida Treze de Maio seguirá bloqueado amanhã. Cinco edifícios na via estão inacessíveis. Serão mantidas também as alterações no trânsito da região. A avenida Almirante Barroso segue interditada entre a avenida Rio Branco e a rua Senador Dantas. A mão da Senador Dantas também será mantida invertida entre a avenida Almirante Barroso e a rua Evaristo da Veiga.
"Peço que as pessoas que trabalham por ali não se dirijam para lá amanhã. Imagino que, até segunda, o acesso aos prédios da Treze de Maio estará liberado", afirmou, em entrevista coletiva, no Centro de Operações da prefeitura. "Não há risco estrutural, não há risco de desabamentos, mas entendemos que o fluxo de pessoas na região atrapalharia o trabalho do Corpo de Bombeiros", disse.
Os trabalhos de busca continuarão. Até o momento, 15 mil t de entulho foram retiradas, o que corresponde a 30% do total. "Foram 400 viagens de caminhão para retirar esse material todo", disse Paes.
Sobre as causas do acidente, Paes afirmou que não há uma "resposta definitiva". "O que estamos ouvindo é especulação. Provavelmente, isso aconteceu por um dano estrutural. O porquê ninguém sabe responder ainda. As hipóteses serão analisadas", disse. A prefeitura informou que nenhuma obra estrutural foi autorizada nos prédios e que nenhuma notificação de reforma irregular foi feita.
Os desabamentos
Três prédios desabaram no centro do Rio de Janeiro por volta das 20h30min de 25 de janeiro. Um deles tinha 20 andares e ficava situado na avenida Treze de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção anexa ao Theatro Municipal. Segundo a prefeitura, quatro pessoas morreram no acidente e outras 22 permanecem desaparecidas. Cinco pessoas ficaram feridas com escoriações leves e foram atendidas nos hospitais da região. Cerca de 80 bombeiros e agentes da Defesa Civil trabalham desde a noite do incidente na busca de vítimas em meio aos escombros. Estão sendo usados retroescavadeiras e caminhões para retirar os entulhos.
Segundo o engenheiro civil Antônio Eulálio, do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), havia obras irregulares no edifício de 20 andares. O especialista afirmou que o prédio teria caído de cima para abaixo e acabou levando os outros dois ao lado. De acordo com ele, todas as possibilidades para a tragédia apontam para problemas estruturais nesse prédio. Ele descartou totalmente que uma explosão por vazamento de gás tenha causado o desabamento.
Com o acidente, a prefeitura do Rio de Janeiro interditou várias ruas da região. No metrô, as estações Cinelândia, Carioca, Uruguaiana e Presidente Vargas foram interditadas na noite dos desabamentos, mas foram liberadas após inspeção e funcionam normalmente.
Confira como fica o trânsito no local após os desabamentos

Com informações: terra
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