NOSSA POLITÍCA

15 de ago de 2015

"Nasci de novo", conta motorista de carro que ficou pendurado após bater em parede

Wesley Xavier, de 30 anos, conversou com a TV Gazeta Norte na manhã deste sábado


Motorista perdeu o controle do veículo e ficou com o carro pendurado no alto de prédio em Colatina
A esposa do motorista que atravessou com o carro a parede da garagem de um prédio em Colatina, Noroeste do Estado, também já havia se enganado com as marchas do veículo. O fato foi revelado pelo próprio motorista à TV Gazeta Norte, por telefone, na manhã deste sábado (15).
"Ela se enganou também. A sorte é que o carro não estava perto da parede e aí deu tempo dela frear. Mas o meu susto foi pior", contou Wesley Xavier, de 30 anos.
Confira parte da entrevista 
Quando você entrou no carro, estava indo trabalhar? 
"Foi logo cedo. Tinha que chegar cedo no meu serviço. Foi a hora que eu me enganei passando a marcha, achando que estava botando a ré. Eu acelerei e com o susto que tomei, colidir contra a parede".
Você disse que se assustou antes. Com o quê?
Barulho de carro passando em frente de casa de manhã cedo. Meio já dormindo ainda, para ir para trabalhar. Foi a hora do acontecido.
Quando aconteceu você teve ideia de que estava pendurado?
Estava pendurado, só que não dava para ver a altura porque o vidro da frente quebrou todo.
O que passou na cabeça nesse momento?
Aquela sensação ruim, de ficar pendurado pelas pontas. Poderia ter sido pior. Mas graças a Deus, tudo se resolveu, deu certo.
Dentro do carro, no momento em que você estava pendurado, você usou alguma estratégia, pensou alguma coisa para tentar se manter calmo e o carro não descer?
Eu tive que ficar quieto, de cabeça baixa, esperando o socorro chegar logo. Sem me mexer, sem fazer nada, movimento nenhum.
Como foi o socorro? A sua família ouviu o barulho do acidente e foi até você?
A minha esposa ouviu o barulho. Foi ver, era eu. Aí chamou uns vizinhos que eram amigos nossos para socorrer.

Quando ela viu a cena, como foi a reação dela? 
Chorou muito. Tentou me acalmar, mandou ficar quietinho, não fazer movimento. Graças a Deus deu tudo certo. 
E quando os bombeiros chegaram? 
Chegaram, perguntaram se eu estava bem. Falei que estava. Se eu estava com a chave do carro para abrir o carro. Falei: 'Não abre o carro não'. Passaram um cabo de aço no carro para o carro não despencar e tentar fazer o socorro.
Foi um alívio para você naquele momento?
Foi um alívio. Graças a Deus, tudo deu certo.
Você falou que considera que nasceu de novo?
Nasci de novo.
Carro automático você não vai querer mais?
Acho que não vou querer mais não. Por segurança, pegar um manual mesmo. 
Como está a sua cabeça agora depois que passou esse susto?
Não está muito boa. Não consegui dormir à noite, estou pensando ainda que poderia ter acontecido o pior, mas está bom.
Vai mudar o seu jeito de ser motorista a partir de agora? 
Mais cauteloso, prestar muito bem atenção no que está fazendo. Foi num piscar de olhos. Graças a Deus, deu tudo certo.
Quem você acha que segurou você ali?
A mão divina, a mão de Deus.
Com colaboração de Anelice Sena
Fonte: G1 ES

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