NOSSA POLITÍCA

8 de nov de 2015

Nova data para chegada da lama das barragens de Minas Gerais ao Espírito Santo prevê serviço Geológico

"Como a água vai mudando a densidade, isso vai aumentando ou diminuindo a velocidade, por isso os horários vão mudando", explicou especialista

O Serviço Geológico do Brasil publicou neste domingo (08) uma nova previsão sobre a chegada da lama das barragens de Minas Gerais ao Espírito Santo. De acordo com o novo boletim, a lama deverá chegar com um dia de atraso, se considerada a previsão anterior do órgão, que indicava que os municípios de Baixo Guandu e Colatina receberiam a lama entre a noite deste domingo e a segunda-feira (09).
Agora a previsão é a seguinte:
A lama proveniente do rompimento de barragens em Mariana, Minas Gerais, chegará à foz do Rio Doce, em Linhares, na madrugada desta quinta-feira (12). Mas antes disso, a onda de cheia formada pelos dejetos de mineração vai atingir os municípios de Baixo Guandu e Colatina, na terça-feira (09) e quarta-feira (10), respectivamente. Os dados foram atualizados no início da tarde deste domingo (08).
Esta onda de lama não irá causar enchentes nos municípios que estão localizados na margem do rio Doce. O monitoramento é realizado em tempo real por meio de estações automáticas instaladas na calha do rio Doce e equipes de campo do CPRM que estão no local.
Além disso, um Sistema de comando de operação (SCO), formado pelas defesas civis de Colatina, Baixo Guando e Estadual, também acompanha o deslocamento da lama.
O coordenador da Defesa Civil de Baixo Guandu, Valdério Sotele, explicou que a previsão de chegada dessa onda muda de acordo com diversos fatores. “Como a água vai mudando a densidade, isso vai aumentando ou diminuindo a velocidade, por isso os horários vão mudando”, alertou. 
Os dois municípios capixabas que são abastecidos pelo Rio Doce terão captação suspensa devido à alta concentração de sedimentos e à consequente degradação da qualidade da água. De acordo com a Agência Nacional de Água (ANA) o retorno às condições normais poderá levar dias em razão das baixas vazões naturais observadas no rio Doce. 
Com Informações: GazetaOnline

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