NOSSA POLITÍCA

26 de set de 2015

PREFEITURA DE COLATINA DECRETA SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA DEVIDO A SECA QUE ATINGE A REGIÃO SUDESTE

O prefeito de Colatina, Leonardo Deptulski, através do Decreto Nº 18.483 de 23 de setembro de 2015 declarou Situação de Emergência nas áreas do município afetadas por estiagem.
A medida foi tomada considerando que a zona rural do município já se encontra afetada pela escassez dos recursos hídricos utilizados na produção agrícola e pecuária, bem como, no consumo humano e animal, ocasionando perdas de pastagens e lavouras.
A medida foi tomada após a análise de dados técnicos apurados pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável, e de um levantamento realizado pelo INCAPER e pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, que constataram grandes perdas ocorridas na agropecuária e na agricultura, devido ao índice de chuvas abaixo da média, neste ano.
Com o Decreto autoriza-se a mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem sob a coordenação da Superintendência de Defesa Civil, nas ações de resposta ao desastre e reabilitação do cenário e reconstrução. Autoriza-se ainda a convocação de voluntários para reforçar as ações de resposta ao desastre e realização de campanhas de arrecadação de recursos junto a comunidade, com o objetivo de facilitar as ações de assistência a população afetada pelo desastre, sob a coordenação da Superintendência da Defesa Civil.
Os Impactos da Seca:
A região sudeste, sem exceção, vem sofrendo com uma das maiores secas já registradas. No município de Colatina, especificamente, os índices pluviométricos registrados no ano de 2014 foram de 691,4 mm, e em janeiro de 2015, 0,7 mm, dados coletados pelo SANEAR na ETA 1, localizada no bairro Marista, volume bem a abaixo da média histórica que é próxima a 1.000 mm. Outro fator importante é que mais da metade da precipitação de 2014, 354 mm, ocorreu nos meses de outubro e novembro, volume concentrado que não contribui para abastecimento do lençol freático.
O ano de 2015 teve início sem alteração no quadro de estiagem, no mês de janeiro, até o dia 26, praticamente não ocorreram chuvas, apenas 0,7 mm, o que agravou a situação. Somando-se a isto, o acumulado do ano de 2015, até dia 22 de setembro, soma 302,2 mm.
Em todo município pode verificar-se os efeitos desta seca prolongada, com redução expressiva da oferta de água nos corpos hídricos, a maioria com interrupção total da vazão e redução dos volumes dos reservatórios, em média 60%.
Os prejuízos já são eminentes. A produção agropecuária já foi comprometida em algumas atividades, como por exemplo: 5% na olericultura e fruticultura; 40% na cafeicultura e comprometimento da próxima safra em torno de 20%; 30% na produção leiteira e 20% na cultura da cana-de-açúcar.
“Os produtores que contraíram crédito rural para suas atividades estão descapitalizados e com sérias limitações para honrarem seus compromissos junto as instituições financeiras, as comunidades de várias regiões estão com seu abastecimento de água potável no limite da capacidade, gerando apreensão e medo por falta de água. O meio ambiente sofre com queimadas, extinção de nascentes e mortalidade de muitas espécies animais e vegetais”, afirma o Secretário Municipal de Desenvolvimento Rural Ricardo Pretti.
Fonte: PMC
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